domingo, 29 de dezembro de 2013

Papo de facebook!

Questão:
Cara, me tira uma dúvida...
Certa vez ouvi comentários que o Adventismo não se "rotula" como evangélico, nem pentecostal, nem protestante... O que seria então?

Resposta:
Não... Somos protestantes sim! No livro O Grande Conflito a Ellen deixa bem claro que fomos chamados para concluir a reforma protestante!

Questão:
E qual é a diferença de protestante e evangélico?

Resposta:
Então... Já ia te falar isso mesmo...

Na essência não somos evangélicos atualmente porque o mundo evangélico diferiu muito nas questões teológicas. Histórica e espiritualmente falando o que o ocorreu foi o seguinte: Deus iniciou a restauração de verdades esquecidas com Lutero, John Huss, Wesley, João Batista e outros. Cada um com a sua luz/verdade, (salvação pela fé, batismo por imersão, livre-arbítrio e etc.). Contudo os movimentos foram por sua vez em regiões do mundo diferentes até mesmo por já ser o necessário para muito rebuliço no Mundo Antigo (Europa oriental e ocidental). Cada um dos reformadores morreu com as suas verdades e fieis a luz que receberam, por exemplo, Lutero faleceu tomando vinho, comendo carne de porco e celebrando o domingo, muito provavelmente. Mas foi fiel a sua consciência e a toda luz que possuía. 

Com o passar das lutas teológicas, territoriais e políticas a reforma/revolução estagna por volta de 1798 com a "falência" do Vaticano e aprisionamento do Papa Pio VI pelo general Berthier de Napoleão.

Por volta de 1830 muitas coisas já haviam ocorrido, como a publicação da Bíblia do Rei Tiago da Inglaterra (King James Version) e a Concordância Bíblica de Alexander Cruden, ferramentas (usadas por Guilherme Muller) que seriam um fator importantíssimos para o continuar da história protestante. O que Deus deseja agora fazer é continuar o que havia parado (por vários motivos, como acalmar e amadurecer o mundo diante do que foi revelado). Neste momento com o EUA estabelecido e independente protestando como um país sem Papa e sem Rei, mais luz começa a ser derramada e agora tudo será unido em um movimento só (o movimento do advento).

Unindo o que estava separado, Ele concede mais luz e é neste momento que a coisa vai diferir grandemente. A nova luz fez total diferença, e o mundo "protestante" fica para trás ao não aceitar, tornando-se posteriormente evangélicos, pentecostais e carismáticos.
As luzes que diferem drasticamente são, por exemplo, a compreensão do santuário celestial e a obra sumo sacerdotal de Cristo! O mundo evangélico não compreendeu o santuário (terrestre e celestial) e basicamente crê que a obra de salvação se limitou à Cruz apenas, eis um dos motivos da frase "uma vez salvo, salvo para sempre".

Só esta luz nos abre um leque de verdades bíblicas gigantesco, fazendo toda a diferença justamente por entrar as 2300 tardes e manhãs de Daniel que culminam com o levantar do movimento do advento em 1844 por exemplo, entra também todo o período de 1260 da idade média/inquisição e outros tantos fatores doutrinários.

Outro ponto, é o próprio dom de profecia para os últimos dias manifestado na Ellen. Deus sempre levantou profetas todas as vezes que precisou restaurar verdades e levantar um povo. Fez isso com Moisés, o primeiro grande profeta que guia o povo, escreve livros e se estressa muito pra variar também (rsrs), afinal de contas, a obra é dolorosa.

Depois de Moisés, João Batista é o profeta que faz a transição do santuário terrestre para o celestial quando diz que Cristo é o cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. O véu do santuário rasga-se de alto a baixo simbolizando o fim das atividades terrestres no tabernáculo/santuário. Neste momento da história Deus também precisou restaurar verdades que se perderam e para isto Paulo é chamado como o maior restaurador dos dias apostólicos. O livro de Hebreus é nada mais nada menos que a restauração das verdades quanto ao santuário que se perderam (dentro do próprio povo de Deus). Chegando portanto em 1844, tudo de novo (se anteriormente verdades se perderam em meio ao Seu povo, quanto mais em meio a um mundo sem um povo!).

Agora, neste momento da história, além de verdades perdidas, há também a necessidade de nova luz (por vários motivos, um deles: o tempo do fim). Mais um vez o(a) profeta discorre clareando a mente do Seu povo sobre o santuário como fez Moisés, João e Paulo, porém desta vez com maior profundidade e especificamente sobre o Celestial. Deus foi obrigado a levantar o dom profético, não há como o fim chegar sem clarear o que havia se perdido e o que não havia nem sido compreendido!!!

Questões sobre a natureza de Cristo como humano e divino também complicam entre os evangélicos e os adventista. Um das questões mais polêmica é sobre a natureza do pecado, que para o adventismo em seus primórdios definiu-se por transgressão da lei de Deus como um ato escolhido, já o mundo evangélico crê (em sua maioria) no pecado original (até porque negam a lei Divina também), doutrina que defende o nascer com pecado (sua natureza é pecado) e não em pecado (com uma natureza pecaminosa/propensa para pecar/transgredir a lei). Pessoalmente,  lamento que haja hoje muitos adventista inclusive até teólogos crendo igualmente a eles.

Questão:
É, acho que compreendi agora. Mas diga-me, o pecado original é uma doutrina bem católica, não?

Resposta:
Sim! Exemplo clássico é a “necessidade” de batizarem crianças justamente por crerem que já nascemos com pecado. Deste conceito vem também a doutrina da Imaculada Concepção de Maria, pois quando St. Agostinho surge com esta de pecado original, logo eles se deram conta de Maria e Cristo, ou seja: se nascemos com pecado, Maria era humana e Cristo nasce dela, logo, Maria teve que ser imaculada para que Cristo nascesse sem pecado! 

O que não há registro bíblico e nem necessidade de ter ocorrido, pois pecado é transgressão da lei como ato. Temos o livre-arbítrio sempre!!! Nascemos propensos para o pecado mas não pecando, até mesmo porque Deus não toma em conta o tempo de ignorância conforme é descrito no livro de Atos.

Isso tudo deixa a história da redenção/encarnação muito mais sublime, afinal de contas Cristo veio propenso como nós, poderia ter pecado (caso contrário o deserto da tentação foi um teatro) mas não pecou e exemplificou como podemos vencer pelo poder do Espírito! Escolhemos não transgredir a lei e o Espírito nos concede o poder. A escolha sempre foi e sempre será humana, mas o auxílio/poder, sempre Divino! Afinal de contas, somos salvos pela graça/poder/sangue de Cristo e não por nossas obras. A escolha portanto é apenas o respaldo entregue a Deus, justificando assim Sua ação em nosso coração diante do universo. Ele sempre nos respeitará, diante de nossas escolha.

Só pra ratificar, dois textos da Ellen que deixam bem claro a questão do pecado:

"Pois bem, precisamos compreender o que é o pecado - a saber, que ele é a transgressão da lei de Deus. Essa é a única definição dada nas Escrituras." - Fé e Obras, pág. 56

"Terrível condenação está reservada ao pecador, e, portanto, é necessário que saibamos o que é pecado, para que possamos livrar-nos de seu poder. João diz: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei." I João 3:4. Temos aqui a verdadeira definição do pecado; ele "é a transgressão da lei"." - Idem, pág. 117

Veja, se juntarmos a afirmação dela dos dois textos (única definição/verdadeira definição) poderíamos ter a seguinte afirmação: "A única e verdadeira definição de pecado é: transgressão da lei de Deus".

Mas com sinceridade, isso é tão polemico no meio teológico e há adventistas e evangélicos no geral que complicam mais ainda as coisas. Pessoalmente, prefiro ficar muitas vezes calado e ao lado da inspiração do Espírito Santo nos escritos da Ellen e ponto final (opinião pessoa, espero ser respeitado).

Questionador:
Sim, sim... E se essa á única definição clara na bíblia, não é preciso fazer malabarismos conceituais para compreender.

Resposta:
Mas fazem malabarismos. Até porque olhando pela ótica espiritual é tudo o que o inimigo de Deus deseja: que não compreendamos isso e que não abandonemos o pecado, pois se nossa natureza é o pecado em si, não há o que fazer aqui e agora, só quando Cristo voltar (é o que muitos afirmam), o problema no entanto é: o toque que Cristo dará em seu retorno, será um toque de restauração física, a imortalidade/incorruptibilidade que Paulo fala em Coríntios.
Ou seja, a obra do espirito/caráter é feita no tempo que há graça, quando o Santuário se fecha e Cristo vem (Apocalipse 14:14-16) Ele estará fora do santuário e não haverá mais intercessão, em outras palavras, Ele só irá glorificar o que já foi em sua essência transformado! 

E Lúcifer deseja isso? Jamais, pois isto implica intrinsecamente no fim do conflito, bem como no seu fim!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Biografias - Uma Orgulhosa Polemica

Mediante a "grande" polemica quanto às biografia autorizadas ou não, o que dizer dos aspectos literários e biográficos dos quatro evangelhos?

Dos quatros evangelho e seus respectivos autores, Marcos e Lucas não pertenciam aos doze discípulos, então eles escreveram sobre Cristo baseados num processo de investigação de pessoas que conviveram com Jesus, o que poderíamos aplicar como sendo uma “biografia não autorizada”, embora as biografias de Cristo não são biografias no sentido clássico, como as que conhecemos hoje, os evangelhos retratam a sua história, portanto podemos sim, dizer que eles representam as suas biografias.

Como qualquer bom pesquisador, seria interessante investigar a construção dos pensamentos descritos nas quatro biografias, observando a sua lógica, limites e alcances de sua inteligência literária, e para analisar esses textos é necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo multifocalmente e isento, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Isso seria uma verdadeira e sincera busca literária para as compreensões dos fatos ali descritos.

No momento em que estamos, diante dos debates polêmicos, há inúmeras situações em que os artistas envolvidos, se declaram (ainda que nas entrelinhas) temerosos quanto a que tipo de informações será ou é descrita em tais biografias não autorizadas. Esse medo de fato é aceitável, uma vez que compreendemos por exemplo, que todo ser humano não tem naturalmente interesse algum que seus atos falhos sejam expostos de maneira publica, visto que uma biografia em geral sempre será analisada com uma profunda imersão que muita das vezes não estará isenta de paixões e tendências pela maioria dos leitores.

Agora repare, Mônica Bergamo (colunista do Folha) fez a seguinte declaração no TV Folha: “Um artista, um político, até um jornalista, ele faz a sua vida em uma relação com o publico, então o publico tem o direito de saber coisas sobre ele, agora, é tudo? Não! Por exemplo, o psicólogo do Chico Buarque não pode dar uma entrevista falando sobre o que o Chico Buarque fala, porque isso é intimo dele.”, e o cantor Roberto Carlos em entrevisto ao Fantástico afirmando ser a favor das biografias não autorizadas afirmou: “Sem autorização, porém, com certos ajustes, certas coisas que tem que acontecer... Isso tem que se discutir, são muitas coisas... Tem que haver um equilíbrio e alguns ajustes para que essa lei não venha prejudicar nem um lado nem o outro. Nem o lado do biografado nem o do biógrafo e que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade.”. Em ambas as citações é tacitamente notável que há um interesse supremo de preservar o “vexame” por atos, fatos e atitudes tomadas em um passado que até o momento da possível publicação, estava “morto”.

Em contra partida, veja que paradoxo. Muitos afirmam que as biografias de Cristo são frutos da imaginação dos seus autores e que os relatos ali contidos não são verídicos, porém se os evangelhos fossem realmente fruto da imaginação literária, os autores não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude frágil e vexatória que tiveram ao se dispersarem quando Cristo foi preso, demonstrando sua fragilidade e confusão.

Não relatariam que Pedro negou a Cristo e não somente uma vez, mas três vezes, mesmo tendo sido relatado anteriormente o juramento do mesmo de nunca negar o Mestre, e o mais intrigante de se pensar é: quem contou aos autores dos quatro evangelhos que Pedro negou a Cristo? Pedro estava só quando cometeu o ato e só Jesus, conforme descrito no evangelho de Lucas, teve a percepção e olhou para Pedro. Só nos resta uma escolha, ele mesmo! O discípulo teve a coragem de contar. Que autor falaria mal de si mesmo? Pedro não apenas contou os fatos, mas expôs os detalhes da sua negação.

Um dos artigos questionados pela ANEL (Associação Nacional dos Editores de Livros) previsto na Lei Nº 10.406, De 10 de Janeiro de 2002, determina que é preciso autorização para a publicação ou uso da imagem de uma pessoa. E que a divulgação de escritos, a transmissão, publicação ou exposição poderão ser proibidas se atingirem a honra, a boa fama, a respeitabilidade ou se tiverem fins comerciais.

E se essa lei tivesse vigor diante dos acontecimentos da era cristã, em que as biografias da vida de Cristo (que por conseqüência abarcam também aspectos da vida de Seus discípulos) estavam sendo escritas e publicadas, teríamos tamanho impacto pela sinceridade e coragem de afirmar suas próprias falhas? Creio que talvez fossem até mais impactantes, contudo resta-nos pensar até que ponto a lei e as intenções dos artistas atuais, afetam o relato literário, porque pela ótica dos evangelhos, o ato de revelar a falha tornou-se algo sublime e evidencia de modo bastante convincente a veracidade das histórias ali contidas.

Roberto Carlos, ainda em entrevista ao Fantástico declarou estar escrevendo sua autobiografia e quanto a isto afirmou: “Eu estou escrevendo a minha história e informando muito mais a essas pessoas sobre a minha vida, sobre as minhas coisas, muito mais que qualquer outra fonte... Eu vou contar tudo o que eu acho que realmente tem sentido de eu contar com relação aquilo que eu senti e que vivi.”, repare que anteriormente ele declarou concordar com uma biografia não autorizada sob as condições de ajustes e agora ele afirma que vai contar tudo o que ele mesmo acha ser conveniente de se relatar.

Se aplicarmos esta situação aos evangelhos notaremos algo extremamente intrigante, primeiramente porque todos eles são em teoria biografias não autorizadas, depois, que são quatro biografias relatando aparentemente a mesma história, contudo escritas por pessoas completamente diferentes umas das outras, com suas personalidades, profissões e históricos de vida distintos, o que consecutivamente influência drasticamente na sua visão de mundo. Diante disto, onde está o Biografado reclamando seus direito autorais? Onde está o Biografado, Cristo, acordando com os biógrafos quais fatos deveriam e quais não deveriam ser expostos? Em momento algum vemos essa interferência da parte de Jesus, até porque elas são escritas após a Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus.

Se Roberto Carlos estiver certo quando afirmou isto, também ao Fantástico: “O biografo, ele pesquisa uma história que está feita pelo biografado, então na verdade, ela não cria uma história, ele faz um trabalho e narra aquela história, que não é dele, que é do biografado e a partir do que ele escreve, ele passa a ser dono dessa história, isso não é certo.”, podemos presumir que grande risco e paradoxalmente que grade amor Deus teve ao permitir que Seus escritores expressassem com suas próprias palavras os relatos de Sua vida.

É possível enxergar o quanto Cristo foi bem resolvido consigo mesmo quando esteve na terra, sua segurança era tão certeira que ao ter início os relatos biográficos, Cristo sabia que por Suas atitudes passadas, a vida de tais escritores seria tão profundamente impactada, que não sentiriam necessidade de esconder, manipular, mentir ou omitir fatos que envolviam não só a vida de Cristo, mas a de seus contemporâneos bem como a deles mesmo.

Mário Magalhães em entrevista ao TV Folha firmou que “não dá para o Brasil continuar tendo uma lei que impede que se conte a história de personagens que se tornaram, quase todos eles, figuras publicas por decisão própria.”, e que “a censura prévia é ante-democrática, ela fere os direitos gerais de liberdade de expressão e de informação estabelecidos na Constituição de 1988.”, pois bem, é perfeitamente compreensível e até aceitável tais afirmações, são escolhas de cunho próprio que colocam o artista ou personagem em evidência publica, e sim, todos tem o direito de expressão bem como de informação. Neste contexto, interessantemente Deus cumpri perfeitamente tais direitos, pois permitiu que quatro escritores relatassem por livre expressão linguísticas e cultural os fatos da vida de Cristo bem como respeitou a tal ponto o direito de informação de todo ser vivente, que fatos vergonhosos foram mantidos para a além de “à nível de informação”. O que na realidade, faz de Deus um artista destituído de vergonha ou orgulho, mas profundamente emergido em sabedoria ao preservar as falhas de Seus seguidores para o sublime cunho educativo bem como transformador da alma humana.

Jean R. Habkost
São Paulo, 11 de Novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Falsidade Científica é Aceita por 157 Revista Científicas!

Imagine só o seguinte experimento: você escreve um trabalho científico falso, baseado em dados falsos, obtidos de experimentos sem validade científica, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse trabalho para centenas de revistas científicas do tipo open access (que disponibilizam seu conteúdo gratuitamente na internet) para publicação. O que você acha que aconteceria? Pois bem, um biólogo-jornalista norte-americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados pela revista Science, são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um escândalo.

O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica” por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior, não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro para começo de conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana, infelizmente não está isenta de falcatruas.

E o que isso não quer dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima qualidade, como as do grupo PLoS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review) e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é selecionada e apurada – em outras palavras, a qualidade e a confiabilidade da informação, não o seu preço.

O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado Comunicação na Ciência: Pressões e Predadores. Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo quatro revistas científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas – ou “empilhamento de citações”, em inglês –, esquema pelo qual uma revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira.

O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters, maior referência internacional na produção de estatísticas de publicação e citações científicas. Como punição, as quatro revistas tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano. A reportagem pode ser lida neste link. O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente exagerada o fator de impacto das revistas.

(Erton Escobar, Estadão)

Nota: Situação semelhante ocorreu com o físico Alan Sokal, que depois publicou o vexame no livro Imposturas Intelectuais (confira aqui - informação na nota do texto). Fico me perguntando: Se revistas científicas podem cometer erros quando o assunto é verificável, como as “propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen”, o que dizer quando se trata de temas não verificáveis como a origem da vida e a suposta ancestralidade comum de seres vivos? Esses têm mais que ver com a ciência histórica e são menos verificáveis do que aquele. Duro é quando esfregam em nossa cara esses artigos como se fossem provas da evolução numa corte de apelação final. [MB]

domingo, 29 de setembro de 2013

Ben Carson e a Democracia Americana (de Obama)


Obs.: É necessário ativar a legenda no player do vídeo, caso não haja compreensão do inglês.

Premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade e dono de 27 títulos honorários de doutorado, considerado por muitos o maior neurocirurgião do mundo, o famoso médico norte-americano Dr. Benjamin Carson deixou o presidente Barack Hussein Obama visivelmente desconfortável durante discurso proferido recentemente no tradicional National Prayer Breakfast.

O National Prayer Breakfast é realizado em Washington, DC, na primeira quinta-feira de fevereiro de cada ano. O evento é organizado pela entidade cristã chamada The Fellowship Foundation e os anfitriões são os congressistas norte-americanos. Na edição de 2013, ‘Ben’ Carson, como é conhecido nos EUA, foi o convidado.

Carson falou por mais de 25 minutos e abordou temas tão variados quanto educação, responsabilidade individual e o pensamento politicamente-correto. Além disso, o renomado cientista, que é conservador, obrigou Obama a engolir em seco diante de suas pesadas críticas às políticas públicas da gestão atual. Ele falou ainda sobre sua infância pobre e acerca de sua fé em Jesus.

No hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, ele também é professor de neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia e pediatria e autor de mais de 90 publicações sobre neurocirurgia. Em 2009 teve sua história de vida contada no filme ‘Gifted Hands’ [Mãos Talentosas], no qual foi interpretado por Cuba Gooding Jr.

São vídeos como esse que evidenciam as profundas diferenças entre a democracia brasileira e a norte-americana. Além de figurar discretamente na ‘mesa-diretora’ do evento e se limitar a ouvir calada e respeitosamente as provocações que Benjamin Carson fazia da tribuna, Barack Obama não recebeu nenhum tratamento distinto da parte do palestrante, sequer um aperto de mão. Lá, no debate de idéias, presidentes são tratados como pessoas comuns. E eles mesmos, no fundo, sabem que são.

Vale ressaltar as devidas publicações em português do Dr. Carson com suas devidas sinopses:

Ben Carson - Autobiografia

Ben Carson era um menino pobre de Detroit, desmotivado, que tirava más notas na escola. Entretanto, aos 33 anos, ele se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses unidos pela parte posterior da cabeça – uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e 22 horas de cirurgia. Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na metamorfose do filho, ajudando a transformar um menino sem perspectivas em um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

Risco Calculado

Em nossa cultura que tenta evitar o risco a todo custo, estimamos muito o valor da segurança. Mas, ao nos protegermos dos riscos, perdemos a grande aventura de viver a vida em todo seu potencial. Com exemplos pessoais, o Dr. Carson nos convida a enfrentar os riscos presentes em nossa própria vida. Você encontrará informações que o ajudarão a se livrar do medo de se arriscar para que seja capaz de sonhar alto, agir com confiança e colher recompensas que jamais imaginou.






Sonhe Alto

Sonhe alto é uma ampliação do último capítulo da autobiografia intitulada Ben Carson, que conta a história do menino pobre que se tornou neurocirurgião de fama mundial.




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ciência confirma: ateísmo é antinatural

O Dr. Justin Barrett, um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.

Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.

O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.

O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar.


Nota do blog Darwinismo: "Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável. O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso."

domingo, 8 de setembro de 2013

O Colapso Global

"… A crise financeira não é um evento que ocorre em uma situação de calma ou vazio político. Os Bancos Centrais e os organismos financeiros internacionais que provocaram nosso colapso atual, que segue evoluindo, não permitirão que a destruição da economia dos EUA, ou do dólar, ou dos mercados mundiais, não seja encoberta por um acontecimento que oculte sua culpabilidade".

"Necessitam de algo grande. Algo tão grande que os cidadãos comuns fiquem esmagados pelo medo e pela confusão".

"As elites necessitam de um apocalipse fabricado".

"Aí entra a Síria..."

"O pacto de defesa mútua entre a Síria e o Irã, seus fortes vínculos com a Rússia, a base naval russa em suas costas, o avançado armamento russo em seu arsenal, sua proximidade a rotas marítimas de petróleo vulneráveis, fazem desta nação um catalizador perfeito para uma catástrofe global. A guerra civil na Síria já está se estendendo aos países vizinhos como Iraque, Jordânia e o Líbano, e ao examinar os fatos de maneira objetiva, toda a guerra é produto da ação encoberta por parte dos EUA e seus aliados".

"Mas qual é o objetivo neste caso? Creio que o objetivo é transformar os sistemas políticos, econômicos e sociais do mundo. o objetivo é infundir medo, o medo que se pode utilizar como capital para comprar, o que os globalistas chamam de 'Nova Ordem Mundial'. A Síria é a primeira peça do dominó de uma grande cadeia de calamidades..."


"O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias". Testemunhos para a Igreja, v. 9, pág. 14

sábado, 7 de setembro de 2013

Cidade dos Anjos? Quais Anjos?

Bom, a começar pelo titulo, somos levados a um cenário angelical e a uma suposta cidade de anjos, logo, com tranquilidade podemos ser remetidos a termos bíblicos, a um contexto religioso. Perguntamos então: qual é e onde é a cidade dos anjos? Neste contexto somos levados ao céu obviamente, o lugar e a cidade descrita pelos textos bíblicos é a Jerusalém celestial.

Pois bem, dentre os anjos e a sua cidade, qual, onde e quando um anjo foi precipitado la do “alto”? Qual anjo é o anjo que caiu? No livro de Isaías encontramos uma descrição da queda de um anjo, segue o texto:

Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. 14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. 15 E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.” – Isaías 14:12-15

No livro Apocalipse de João a uma outra descrição sobre a queda deste anjo e com um contexto mais amplo da situação, segue o texto:

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; 8 Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. 9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” – Apocalipse 12:7-9

Em Ezequiel capítulo 28, a uma outra descrição deste mesmo anjo, antes e depois de sua queda, com o seu resplendor e passando a ser decaído, corrompendo o seu coração:

Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia,topázio, diamante, turquesa, ónix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. 14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” – Ezequiel 28:16-17

Pelo contexto bíblico, o único anjo que sofre uma queda é justamente Lúcifer, tornando assim Satanás, o enganador e acusador da humanidade. Aplicando ao filme, neste momento nos deparamos com um paralelo a queda de Lúcifer, um anjo que decide abandonar o mundo celestial e habitar entre a humanidade por culpa da sua expulsão da Cidade dos Anjos, a Jerusalém celestial.

Se continuarmos na história do filme, e reparamos em alguns detalhes com um olhar questionador, vamos encontrar algumas coisas mais profundas e claras quanto ao verdadeiro enredo.

Repare, todos os anjos sempre estão vestidos de preto, em momento algum há alguma manifestação gloriosa que possa conotar algo claro, puro ou santo conforme o contexto angelical descrito nos texto bíblicos. No relato da ressurreição de Cristo por exemplo, há uma descrição do anjo que é responsável por remover a pedra do sepulcro, note que ele é descrito no texto com aspectos claros, tanto em sua aparência quanto em seu vestir:

E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. 3 E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.” – Mateus 28:2-3

Um outro detalhe a cerca dos “anjos” é que eles sempre “veneram” o por-do-sol e há cenas que demonstram o observar deste evento diante do mar. Pois bem, vamos ao contexto bíblico/profético destes símbolos, para entendermos melhor. Há uma descrição messiânica em Malaquias, que descreve Cristo como o Sol da Justiça:

Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” – Malaquias 4:2

E há uma descrição em Apocalipse que releva ser as águas de um grande “mar”, um símbolo profético para grandes multidões, e o contexto, é justamente onde a grande Babilônia está assentada:

E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.” – Apocalipse 17:15

Harmonizando estas citações e a situação, vemos que os anjos apresentados pelo filme, tratam-se na realidade dos demônios, anjos que não possuem a glória e a luz celestial. E como se não bastasse, a admiração pela queda do sol, não seria uma referência ao “apagar” Cristo (o Sol da Justiça) da mente e coração dos povos e multidões (mares, águas), pelas quais o evangelho deve ser pregado (Mateus 24:14)?

Um outro detalhe curioso, é que a queda do anjo é dada pelo suposto “amor” de uma mulher, que no contexto do filme já estava em um relacionamento com outro homem, mas cria laços pelo anjo/demônio. Neste momento, é claro de notarmos que, de modo sutil um “adultério” é cometido, o termino de uma relação “conjugal” que tacitamente é desonroso diante dos olhos de Deus. Mas ainda assim nos resta a questão: o que esse relacionamento representa? Há algum símbolo bíblico/profético? Sim, há!

No contexto bíblico, Cristo sempre foi descrito como o Noivo, e a igreja como a noiva de Cristo, é possível notar tais descrições em Mateus 25 na parábola das virgens, vemos em Apocalipse a grande cidade de Deus sendo descrita como “esposa ataviada”, a igreja como sendo a “esposa/noiva do Cordeiro” (Apocalipse 19:7, 21:2 e 21:9), e Paulo faz o paralelo entre a mulher/igreja e o homem/Cristo em I Coríntios 11:3 e em Efésios 5:23.

Com base nestes textos, temos a compreensão que mulher/noiva/esposa no contexto profético trata-se na realidade de um símbolo profético para igreja. Deste modo, no livro de Apocalipse há a descrição de duas mulheres, uma no capitulo 12 e outra no capitulo 17, uma como sendo a igreja de Cristo e outra a de Satanás, a cidade dos anjos não caídos e a cidade dos anjos caídos (Apocalipse 18:2)!

Não é curioso então, que a mulher (igreja) do filme seja de pele e cabelos claros, e em boa parte das cenas apareça com roupas claras (em comparação a descrição da Noiva de Cristo do capítulo 12 de Apocalipse), inclusive quando se encontra com o seu anjo/demônio/Satanás, em contraste com a sua roupa escura (trevas)?

Não seria então uma referência clara do inimigo de Deus tentando seduzir a igreja de Cristo, levando-a a abandonar o antigo relacionamento para ficar com o anjo caído? E o mais intrigante é que justamente quando a mulher/igreja faz a sua decisão de estar e ficar com o seu atual “amor” ela morre, desfalece, deixa de existir! E curiosamente a cena que demonstra este evento é justamente uma representação da mulher/igreja experimentando uma sensação de grande "amor/liberdade" em uma estrada, talvez simbolizando claramente o caminho que ela escolheu seguir. Não seria esse o grande plano do inimigo de Deus? Seduzir a Sua igreja para por fim sutilmente derrota-la? Destruí-la?

O roteiro do filme é envolvente, um bom romance com cenas sensíveis e tocantes, uma boa história de amor, drama e paixão, contudo há outra história de amor e esta verdadeira! Descrita onde? No livro de Apocalipse e narrada pelo apóstolo João. Infelizmente o inimigo de Deus a tem satirizado pelos “contos de fada” atualmente, mas o livro de Apocalipse é uma grande história de amor, uma carta que conta a história de um Príncipe em um cavalo branco (Apocalipse 6:2 e 17:11), em busca da sua noiva que é perseguida pelo grande dragão (Apocalipse 12)! Cristo sempre lutará (e vencerá!) pelo amor de Seu povo, de sua igreja. Um amor que dará a verdadeira liberdade e a verdadeira sensibilidade do amar, um amor que será verdadeiramente eterno e que jamais levará Sua “amada” para a morte e destruição, mas sim para a eternidade.

J. R. Habkost

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Termogênicos e o coração

A fórmula para eliminar o excesso de peso é simples e bastante conhecida: ingerir calorias em menor quantidade e elevar o gasto calórico por meio da prática de exercícios físicos.

Porém, algumas pessoas acreditam que apenas o método tradicional é demorado, e optam pela busca de suplementos alimentares termogênicos, que prometem queima de gordura e disposição para a prática de exercícios. Vale ressaltar que os efeitos colaterais dos termogênicos podem ser maléficos ao coração.

A principal característica dos termogênicos é provocar o aumento da temperatura corporal, acelerando o metabolismo. O organismo, ao tentar diminuir o calor, gasta mais energia. Como consequência, pode haver aceleração dos batimentos cardíacos, pressão alta, insônia, perda total de apetite, irritação e tremor. A solução saudável é intensificar a frequência dos exercícios físicos, contando sempre com orientação profissional, e até mesmo, apostar em alguns termogênicos naturais como gengibre, chá verde e canela, onde os efeitos colaterais são menos visíveis O mais importante é que o atleta não aposte no produto sem a orientação de um nutricionista, já que a perda de sódio e potássio, por exemplo, comum em pessoas que fazem uso de diuréticos, se torna perigosa durante a atividade física intensa, e logo, pode causar arritmias cardíacas perigosas. É preciso muita atenção!

EF

domingo, 18 de agosto de 2013

O "Negócio" da Revolução

O objetivo por trás de todas as recentes manifestações populares ao redor do mundo é a mudança de governos que oferecem resistência à agenda da globalização (leia-se Nova Ordem Mundial) ou de governos que sejam ineficientes em alcançar esse propósito. E nunca é demais lembrar que Nova Ordem Mundial, nada mais é do que a Babilônia descrita no livro Apocalipse (Revelation) de João - uma plutocracia liderada pelo Vaticano cujo objetivo final é implantar um governo único ECOmenico e ECUmenico. Sendo que as diversas crises atuais constituem parte da estratégia para alcançar tal finalidade.

 

O Sábado e o Catolicismo



O programa foi transmitido pela televisão adventista americana Three Angels Broadcasting Network e chama "The Carter Report", cujo apresentador, o pastor John Carter, tem um ministério de evangelismo.

Por volta dos minutos 46 o pastor Carter menciona o nome do ator e o que ele vai ler (declarações de papas e outros lideres católicos). Durante a participação do "cardeal" aparece o nome do ator, esclarecendo o que realmente a pessoa está assistindo. São quase 6 minutos desta atuação.

O que ele lê são diversas declarações (verdadeiras) de papas e líderes católicos, que inclusive constam em algumas edições do catecismo, sobre a autenticidade do sábado como dia de guarda. Outro trecho desta leitura foi tirada do artigo "The Christian Sabbath" no jornal The Catholic Mirror de 1893.

Não é novidade que autoridades católicas reconheçam a autenticidade do sábado bíblico, basta ler a encíclica papal Dies Domini do Papa João Paulo II onde o sábado bíblico é explicado de forma excelente. Infelizmente, após defender o sábado bíblico, a Igreja se vale de sua "autoridade divina" para estabelecer um novo dia de guarda.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dr. Sang Lee

Para fazer o download das palestras (em áudio) basta clicar nos links desejados.

1. Gratidão, Endorfinas e Exercícios – Vesícula, Diabetes
2. Câncer, Depressão, Cafeína, Adoçante, Água
3. Câncer e Gens – Diabetes e Insulina
4. Amor, Perdão e Doenças Auto-Imunes
5. Descanso e Restauração – Parte 1 
6. Descanso e Restauração – Parte 2


O Dr. Sang Lee é um escritor prolífico e também uma personalidade conhecida na Coréia do Sul onde suas palestras são transmitidas pelas principais emissoras de TV nacionais e onde ficou conhecido como “Dr.Endorfina”. Ele realiza palestras, seminários e workshops em vários países, tais como E.U.A., Alemanha, Austrália, Polonia e Brasil. O Dr. Lee é muito divertido e suas palestras informativas nunca deixam de cativar o público de todas as idades e origens étnicas diferentes.

Britânico reverte diabetes em 11 dias

Na Grã-Bretanha, mais um caso de sucesso na reversão do diabetes tipo 2 voltou a chamar a atenção para a teoria de que por meio de uma dieta de restrição calórica, feita por um período determinado de tempo, é possível se livrar da condição que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.

O jornalista britânico Robert Doughty, de 59 anos, que até o ano passado estava entre os 371 milhões de portadores do diabetes no mundo, reverteu o quadro da própria condição com uma dieta de apenas 800 calorias por dia.

Num período de apenas 11 dias, Doughty enfrentou o duro regime de ingerir três doses diárias de shakes de reposição alimentícia com 200 calorias cada, somada a uma uma porção de legumes e vegetais de mais 200 calorias. Como parte da dieta, ele também teve que tomar um total de três litros de água por dia.

O drástico regime, que para efeito de comparação tem menos calorias do que apenas um dos lanches vendidos pela rede de fast food Mc'Donalds - o Big Tasty tem 843 calorias - não foi 'nada fácil de enfrentar', contou o jornalista em entrevista à BBC Brasil.

'Frequentemente me sentia muito cansado... Uma noite, depois de ir ao teatro, quase não consegui subir as escadas da minha estação local de trem, e caminhar para casa parecia praticamente impossível. Também sentia muito frio, chegando a colocar quatro camadas de roupa no meio do verão, quando sentia meus dedos ficarem dormentes', disse o jornalista. Doughty seguiu a dieta depois de procurar na internet estudos referentes ao diabetes tipo 2. Antes de começar o regime, ele procurou o pesquisador Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, autor da teoria da dieta de 800 calorias, além do próprio médico, de quem obteve o aval para cortar as calorias diárias.

Ele já havia tentando uma dieta considerada menos radical, com cerca de 1.500 calorias por dia, com a qual emagreceu, mas não reduziu a glicose no sangue para o nível adequado. Foi justamente a associação com a gordura que intrigou professor Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, quando iniciou seus estudos sobre o diabetes tipo 2 há dois anos.

Ele notou que pacientes que se submetiam à cirurgia para redução de estômago passavam por um período de transição, logo após a cirurgia, de redução drástica da quantidade de calorias ingeridas.

'Até se acostumarem com a redução do próprio estômago, os pacientes comiam muito pouco, porque se sentiam saciados muito rápido e tinham náuseas. Com isso eles perdiam muito peso, num espaço de tempo bem curto', afirmou Taylor em entrevista à BBC Brasil.

Passados alguns meses depois do emagrecimento, o pesquisador notou que a maioria dos pacientes que tinham diabetes tipo 2 tinham se livrado da condição.

Todos eles tinham algo em comum: haviam perdido uma grande quantidade de gordura na região abdominal. Estudos preliminares mostraram, então, que esse tipo de gordura, localizada na barriga, próxima de órgãos como o pâncreas e o fígado, tinha uma associação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

'Descobrimos que a gordura na região abdominal provoca uma reação metabólica que dificulta a digestão da glicose pelo pâncreas. A simples presença da gordura nessa região causa uma mudança no metabolismo, que dificulta a produção de insulina', explicou Taylor.

Ao fazer a relação entre calorias ingeridas, tempo gasto para perder peso e a quantidade de gordura perdida, principalmente na região abdominal, Taylor chegou à teoria da dieta de hiper redução calórica.

'Cada pessoa é diferente, mas notamos que a redução calórica para algo em torno de 800 calorias por dia causava a reversão do diabetes. Alguns pacientes demoram mais que outros, mas todos conseguem reverter a condição dentro de oito semanas', afirmou o pesquisador.

O estudo de Taylor foi divulgado em 2011, na publicação científica Diabetologia. 

Genética x hábitos 
De acordo com estudos feitos na Universidade de Newcastle, a genética parece não ser mais um fator fundamental no desenvolvimento do diabetes tipo 2.

'Mesmo pessoas com tendência genética ao diabetes tipo 2 podem evitar o desenvolvimento da condição se mantiverem uma dieta mais restrita de açúcares e uma rotina de exercícios regulares. O mais importante é não chegar ao ponto de acumular gordura na região abdominal', explicou o professor Taylor.

'Pessoas com histórico na família estão mais suscetíveis a desenvolver o diabetes tipo 2, porque isto é uma tendência genética. Mas o fato é que, qualquer pessoa pode desenvolver a doença pelo simples fato de acumular gordura, principalmente na região do abdômen. Então, hoje em dia, podemos dizer que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo dois mais por hábitos alimentares inadequados e falta de exercício físico - com um estilo de vida sedentário - do que pela questão genética'.

O jornalista Robert Doughty disse que, apesar da dieta ter sido difícil de ser seguida, ele não desistiu porque acreditou nos benefícios.

'Durante a dieta, fiquei relembrando a mim mesmo os benefícios do regime pare reduzir a glicose no sangue. O fato dos portadores do diabetes tipo 2 terem 36% mais risco de morrer mais cedo e grandes chances de ter ataques cardíacos, aneurisma, danos na visão e problemas de circulação que podem provocar até esmo amputação de membros, e 50% mais chance de tomarem medicação para o resto da vida, foi meu grande incentivo'.

Ele disse que sua maior alegria foi quando seu médico ligou e disse: 'O seu diabetes se reverteu completamente, parabéns!'.

G1

sábado, 20 de julho de 2013

Os Introvertidos

Em uma sociedade onde as pessoas articuladas e bem falantes são mais valorizadas, poucos reconhecem a importância dos introvertidos. Mas o poder deste grupo para promover mudanças é muito maior do que se imagina. É o que defende a escritora americana Susan Cain, autora de uma badalada obra sobre o assunto.

“Quiet: the power of the introverts” (na tradução literal, “Quieto: o poder dos introvertidos”) é um livro que fala de relações interpessoais. A autora critica algumas convenções sociais básicas, como o trabalho coletivo. Muitas escolas ou empresas estimulam o conceito de “trabalho em equipe”, que supostamente estimula a criatividade e a busca por soluções. Isso é um erro, de acordo com Susan, já que a maior parte das grandes realizações humanas foi alcançada por pessoas que agiram sozinhas. 

 A escritora explica que uma série de experimentos psicológicos, desde os anos 50, tem comprovado que o trabalho coletivo “mascara” aquilo que cada indivíduo realmente pensa, já que todos se preocupam em ter a opinião recebida pelo grupo. Logo, a criatividade de cada um é atrofiada, e não estimulada. A introversão, segundo ela, é frequentemente confundida com falta de iniciativa e criatividade, mas isso é um conceito falso. Susan não defende que os trabalhos em equipe sejam abolidos. É preciso ter em mente, contudo, que nem sempre aquele que fala mais em um grupo deve ser o líder. Pessoas introvertidas podem liderar muito bem em determinadas situações.

O cenário que envolve o introvertido é determinante para dizer quem ele é. Susan conta, por exemplo, que uma pessoa introvertida chega até a salivar mais do que um extrovertido ao beber algo que estimule sensações mais fortes, como um suco de limão, porque reage à intensidade de maneira diferente.

E estas reações ao meio externo, segundo a escritora, são a chave para entender os tímidos. Isso porque os lugares que frequentamos – instituições de ensino, de trabalho e centros religiosos, por exemplo – são designados a exaltar aqueles que se destacam, que são vistos. Aqueles que gostam de passar mais tempo consigo mesmos tendem a ser relegados a um segundo plano.

Segundo a pesquisa da escritora, entre um terço e metade das pessoas podem ser consideradas introvertidas. É natural que elas tentem negar essa condição – se forçando, por exemplo, a ir a festas em que não gostariam de estar, por preferir ficar em casa fazendo algo sozinhas -, pois desde sempre foram educadas para agir de forma extrovertida.

O que Susan recomenda, dessa maneira, é que a sociedade evite valorizar os extrovertidos em todas as situações, pois nem sempre eles são os mais adequados para realizar alguma coisa. É preciso ter sensibilidade para reconhecer que tipo de contribuição ao grupo cada introvertido pode dar. É claro que o primeiro passo para isso, segundo ela, é se livrar do preconceito contra este tipo de pessoa.

HypeScience

Obs: Para assistirem o vídeo com legenda, basta escolherem a opção "protuguese, brazilian" no campo "languages" do player.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Estilo de Vida, Fé o Coração e o Câncer

A fé e o estilo de vida têm tanto efeito na saúde cardiovascular que ganharam duas mesas redondas no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, em setembro. A aceitação da doença e a crença de ter que enfrentá-la como parte de um plano maior é observada pelos médicos como fator positivo em pacientes religiosos, praticantes ou não. “A gente não aprende isso na faculdade, mas eu vejo muito nas UTIs coronarianas pacientes graves que, com fé, enfrentam a doença com muita determinação”, conta o médico Roberto Esporcatte, da Sociedade de Cardiologia do Rio. Não há estudos científicos definitivos sobre o poder da prece, é difícil documentar o índice de mortes de pessoas mais ou menos religiosas, mas até agora, o que se sabe é que a crença em um poder superior tem ação benéfica na qualidade de vida dos pacientes.

“Em relação ao bem-estar, pacientes que têm uma espiritualidade em tratamento costumam apresentar pressão arterial melhor, melhores taxas, menos calcificação coronariana, mas isso é uma dedução”, explica o cardiologista. “Essa ponte entre a formação ortodoxa e a vida religiosa dos pacientes será tratada no congresso, porque por mais que se estudem novos medicamentos não se sabe por que alguns respondem a eles e outros não.”

No tratamento de tumores há uma comprovação de alteração cognitiva de 40% relacionada à quimioterapia, em mulheres que sobreviveram ao câncer de mama. Mas nas que praticam ioga essa alteração é menor, segundo a Mônica Klemz, do Centro Oncológico de Niterói. Pode ter a ver com o exercício, com os mantras, com a respiração, com a meditação durante as aulas ou com o conjunto desses fatores.

“É difícil definir e medir a fé das pessoas. Até agora nos estudos não há aumento de sobrevida em religiosos, a não ser nos adventistas do sétimo dia, mas neste caso é relacionado a uma vida mais regrada praticada por quem é dessa religião”, observa a oncologista.

Mônica alerta para resultados conflitantes em relação ao tema, já que a situação de doença quando vista como punição pode atrapalhar a recuperação do paciente. Mas ela conta que em reuniões com pacientes oncológicos a figura de um padre ou religioso costuma emocionar. “Em geral, quando há uma prece, a equipe médica e os pacientes se emocionam, acho que porque a gente lembra da fé na recuperação.”

terça-feira, 16 de julho de 2013

As Irmãs Brown

Em 1975, o fotógrafo americano Nicholas Nixon tirou uma foto de sua esposa Bebe ao lado de suas três irmãs. A partir disso, eles tiveram a ideia de tornar a fotografia uma tradição anual.

Desde então, as irmãs Brown – Heather, Mimi, Bebe e Laurie – tiraram uma foto por ano até 2010. Para tornar a série mais coerente, as quatro sempre posaram na mesma ordem.

Isso resultou em um registro incrível de 36 anos. A mais nova das irmãs, Mimi, tinha apenas 15 anos na primeira foto, e a mais velha, Bebe, estava com 61 anos na última. Quando Nixon começou a tirar os retratos, as irmãs Brown tinham entre 15 a 25 anos.

Mesmo que as imagens não sejam deslumbrantes do ponto de vista artístico, elas certamente tocam o coração. Ver como as estações, a moda e os cortes de cabelo mudaram ao longo da série, enquanto uma coisa permaneceu a mesma – o forte vínculo familiar -, traz uma sensação boa e nostálgica.

A série, intitulada “As Irmãs Brown” (The Brown Sisters) foi exibida na Galeria Nacional de Arte (Washington D.C., EUA) e no George Eastman House (Rochester, NY, EUA). Além disso, dois conjuntos foram vendidos em leilões de fotografia em Nova York (EUA).


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